Todo final de ano eu sempre penso nesse poema de Drummond. Pois ele reflete meus sinceros desejos a todas as pessoas que de alguma forma fazem parte da minha vida.
DESEJOS
"Desejo a vocês...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu."
A minha família e amigos! FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO! QUE DAQUI PRA FRENTE TUDO SE RENOVE!
domingo, 21 de dezembro de 2008
terça-feira, 25 de novembro de 2008
"A pipoca"

Na semana passada li um texto de Rubem Alves: maravilhoso! “A pipoca” é uma bela metáfora da vida! Rubem Alves assim disse: “(...) a transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa (...). Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.
Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.
Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante. (...)
Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. (...) Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. (...)
Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.
Ignoram o dito de Jesus: "Quem preservar a sua vida perdê-la-á".A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo. (...)”
E as pipocas, penso que são aquelas pessoas que se permitiram passar pelo processo de mudança. Às vezes esse processo é doloroso, lento, difícil, pesado... parece que não iremos suportar. Mas o resultado final é gostoso: assim como a pipoca! Passei por isso, por muito tempo... não sei se cheguei a ser piruá...porque eu consegui virar pipoca! O piruá pode virar pipoca? Ahhh!!! Alguém já tentou colocar os piruás no fogo novamente para ver o que acontece? Bom...eu nunca tentei! Mas eu acho que os piruás deveriam ter novas chances!
Só há uma questão, que considero muito importante, dessa metáfora para a nossa vida... o milho só precisa do fogo, ficando passivo na transformação... as pessoas também precisam do fogo, mas também precisam ser ativas diante desta transformação...não adianta só ficar esperando o fogo agir... Texto bacana para refletir... viajei...um suspiro de felicidade: alegria de ser pipoca!
Quem quiser ler o texto na íntegra:
http://www.releituras.com/rubemalves_pipoca.asp
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Ensaio sobre a cegueira

Ontem na minha casa ficamos sem luz! Por sorte, a bateria do note estava carregada e eu decidi assistir um filme que eu tinha acabado de baixar: “Blindness”, de Fernando Meirelles, baseado no livro "Ensaio sobre a cegueira" do escritor português José Saramago. Minhas expectativas eram enormes, pois o livro é fantástico! Enquanto assistia o filme eu pensava que faltavam ali tantos detalhes! Quando terminei eu disse: não gostei! Mas depois refletindo sobre isso e lendo outras críticas na internet eu percebi que eu tinha assistido um filme de Fernando Meirelles e não lido um livro do Saramago! Pensando bem, as coisas principais do livro estavam ali no filme... o incômodo com a natureza das pessoas, com a fragilidade da organização social , a degradação social, a experiência dolorosa da perda de parâmetros, a violência (tão próxima)... mas que também fala de ética, de amor, de solidariedade e claro, de esperança.Tudo o que li no livro está no filme. Diluído, polido, equilibrado, é verdade; tudo devidamente adaptado para o que Meirelles entende que seja seu público. O filme só se afasta do original num ponto: não há pessimismo.
Li que nos EUA os cegos protestaram contra o filme, pois acharam que a imagem do cego foi denegrida. Não concordo!Para quem não conhece a obra de Saramago, e também o filme de Meirelles pretende gerar uma reflexão sobre os padrões de comportamento e a moral do ser humano, e como esses se modificariam se passassem por uma situação limite, que no caso é a cegueira. Isso nada tem a ver com “mostrar os cegos como monstros”. Pediria a eles que abrissem suas mentes, a discussão é muito mais ampla!
Enfim, só mudaria uma coisa no final do filme! Incluiria um diálogo entre o médico e sua esposa, que para mim é sensacional. Colocarei na íntegra, citando Saramago, com aquela pontuação estranha... não se assustem...rsrs
“Por que foi que cegámos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem.”
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Nada a declarar
Já faz quase um mês que eu não posto nada... isso é porque toda vez que eu tive vontade de postar alguma coisa...era um texto! Coisa chata né...ficar só postando texto... não que agora eu tenha algo legal pra falar... está chovendo e eu estou com aquela preguiça! Deveria estar estudando e cá estou eu perdendo o meu tempo na internet... email...orkut.. algumas noticias no site do yahoo...PCI concursos (o site que eu mais visito! tá bom...ele só perde pro orkut...rs)não...ainda não entrei no msn! E lá fora a chuva cai... Não tenho nada a declarar... mas pra não ficar chato isso aqui...algumas novidades: Tirei o CRP! Estou prestando consultoria em uma pequena empresa! Fiz novos amigos no fim de semana (bacana!!!).Já programei a minha viagem no Ano Novo!Vendi meu celular a preço de banana! (coitado de quem comprou!)E o meu novo celular não tem função soneca!!! Fala sério!!! E essa chuva está cada dia mais irritante! Mais nada a declarar!
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Pontos
Tenho lido muitos textos ultimamente na apostila de interpretação de textos! Ha! Estudar pode ser divertido! Essa semana li um texto muito bom do Veríssimo, claro! Adoro! Então, mais uma vez vou publicar um texto:
Pontos
No início era um ponto. Ponto de partida. O ponto onde a tangente toca a circunferência, e faz-se a vida. Ponto pacífico.
O círculo é a timidez do ponto. A linha é o ponto desvairado. O travessão é o ponto-ante-ponto, a primeira exploração embevecida, a infância. Ligando as palavras. Nasceu um ponto qualquer do mapa. Sua mãe levou pontos depois do parto. A linha reta é o caminho mais chato entre o parto e o ponto final, preferiu o ziguezague. Teve uma vida pontilhada, os pontos que caíam nos exames, os pontos que subiam na Bolsa, os pontos de macumba, os pontapés. Mas sempre foi pontual.
O ponto é uma vírgula sem rabo.
A vírgula não é como ponto e vírgula ponto e vírgula a vírgula qualquer um usa mas o ponto e vírgula requer prática e discernimento vírgula modéstia à parte ponto.
Nova linha. Fez ponto em frente à casa da namorada, uma circunferência com vários pontos positivos, como a sua mãe apontada acima. Não dormiu no ponto, acabou convidado para entrar quando estava a ponto de desistir, pontificou sobre vários pontos, não demorou já era apontado como íntimo da casa, jogava cartas (pontinho) com a família, parecia um pontífice, não a desapontou. Casaram. Tinham muitos pontos em comum.
O sexo! Ponto de exclamação. Querida, estou a ponto de ... não! Cuidado. Ponto fraco. A tangente toca a circunferência. Outro ponto no mapa. Parto. Pontos.
Tiveram muitos pontos em comum. Os outros caçoavam: que pontaria! Discordavam num ponto: a pílula. Zig-zag-zig-zag. Os ponteiros andando. Um dia, no futebol - jogava na ponta - sentiu umas pontadas. Coração. O ponto-chave.
O médico insistiu num ponto: pára.
Mas como? Chegara a um ponto em que não podia parar, era um ponto projetado no espaço, a vida é um ponto com raiva, parar como? A que ponto? Saiu encurvado. Como um ponto de interrogação.
Só uma solução, dois pontos: os 13 pontos na loteria. Senão era um ponto morto. A linha reta no eletro, outro ponto pacífico, o ponto no infinito onde as paralelas, a distância mais curta entre, cheguei a um ponto em que, meu Deus, três pontinhos.
Jogou o que tinha num ponto de bicho e o que não tinha num ponto lotérico. Não deu ponto.
Em casa a circunferência e os sete pontinhos. Resolveu pingar os pontos nos is. Melhor deixar uma viúva no ponto.
De um ponto de ônibus mergulhou, de ponta-cabeça, na ponta de um táxi, ou de um ponto de táxi na ponta de um ônibus, ponto discutível. Entregou os pontos.
VERÍSSIMO, Luís Fernando. o popular, Rio de Janeiro: José Olympio, 1973, p. 97-8.
Pontos
No início era um ponto. Ponto de partida. O ponto onde a tangente toca a circunferência, e faz-se a vida. Ponto pacífico.
O círculo é a timidez do ponto. A linha é o ponto desvairado. O travessão é o ponto-ante-ponto, a primeira exploração embevecida, a infância. Ligando as palavras. Nasceu um ponto qualquer do mapa. Sua mãe levou pontos depois do parto. A linha reta é o caminho mais chato entre o parto e o ponto final, preferiu o ziguezague. Teve uma vida pontilhada, os pontos que caíam nos exames, os pontos que subiam na Bolsa, os pontos de macumba, os pontapés. Mas sempre foi pontual.
O ponto é uma vírgula sem rabo.
A vírgula não é como ponto e vírgula ponto e vírgula a vírgula qualquer um usa mas o ponto e vírgula requer prática e discernimento vírgula modéstia à parte ponto.
Nova linha. Fez ponto em frente à casa da namorada, uma circunferência com vários pontos positivos, como a sua mãe apontada acima. Não dormiu no ponto, acabou convidado para entrar quando estava a ponto de desistir, pontificou sobre vários pontos, não demorou já era apontado como íntimo da casa, jogava cartas (pontinho) com a família, parecia um pontífice, não a desapontou. Casaram. Tinham muitos pontos em comum.
O sexo! Ponto de exclamação. Querida, estou a ponto de ... não! Cuidado. Ponto fraco. A tangente toca a circunferência. Outro ponto no mapa. Parto. Pontos.
Tiveram muitos pontos em comum. Os outros caçoavam: que pontaria! Discordavam num ponto: a pílula. Zig-zag-zig-zag. Os ponteiros andando. Um dia, no futebol - jogava na ponta - sentiu umas pontadas. Coração. O ponto-chave.
O médico insistiu num ponto: pára.
Mas como? Chegara a um ponto em que não podia parar, era um ponto projetado no espaço, a vida é um ponto com raiva, parar como? A que ponto? Saiu encurvado. Como um ponto de interrogação.
Só uma solução, dois pontos: os 13 pontos na loteria. Senão era um ponto morto. A linha reta no eletro, outro ponto pacífico, o ponto no infinito onde as paralelas, a distância mais curta entre, cheguei a um ponto em que, meu Deus, três pontinhos.
Jogou o que tinha num ponto de bicho e o que não tinha num ponto lotérico. Não deu ponto.
Em casa a circunferência e os sete pontinhos. Resolveu pingar os pontos nos is. Melhor deixar uma viúva no ponto.
De um ponto de ônibus mergulhou, de ponta-cabeça, na ponta de um táxi, ou de um ponto de táxi na ponta de um ônibus, ponto discutível. Entregou os pontos.
VERÍSSIMO, Luís Fernando. o popular, Rio de Janeiro: José Olympio, 1973, p. 97-8.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Canção das Mulheres
Vasculhando a minha pequena estante de livros (talvez um dia a chame de biblioteca particular!), encontrei o Livro "Pensar é transgredir" da Lya Luft. Reli algumas crônicas e escolhi essa aqui: "Canção das Mulheres"
"Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dói a idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco — em lugar de voltar logo à sua vida, não porque lá está a sua verdade mas talvez seu medo ou sua culpa.
Que se começo a chorar sem motivo depois de um dia daqueles, o outro não desconfie logo que é culpa dele, ou que não o amo mais.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo “Olha que estou tendo muita paciência com você!”
Que se me entusiasmo por alguma coisa o outro não a diminua, nem me chame de ingênua, nem queira fechar essa porta necessária que se abre para mim, por mais tola que lhe pareça.
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que quando levanto de madrugada e ando pela casa, o outro não venha logo atrás de mim reclamando: “Mas que chateação essa sua mania, volta pra cama!”
Que se eu peço um segundo drinque no restaurante o outro não comente logo: “Pôxa, mais um?”
Que se eu eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro — filho, amigo, amante, marido — não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa — uma mulher."
"Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dói a idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco — em lugar de voltar logo à sua vida, não porque lá está a sua verdade mas talvez seu medo ou sua culpa.
Que se começo a chorar sem motivo depois de um dia daqueles, o outro não desconfie logo que é culpa dele, ou que não o amo mais.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo “Olha que estou tendo muita paciência com você!”
Que se me entusiasmo por alguma coisa o outro não a diminua, nem me chame de ingênua, nem queira fechar essa porta necessária que se abre para mim, por mais tola que lhe pareça.
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que quando levanto de madrugada e ando pela casa, o outro não venha logo atrás de mim reclamando: “Mas que chateação essa sua mania, volta pra cama!”
Que se eu peço um segundo drinque no restaurante o outro não comente logo: “Pôxa, mais um?”
Que se eu eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro — filho, amigo, amante, marido — não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa — uma mulher."
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Diariamente
Minha versão de Marisa...
Para esquentar o pé: namorado
Para agüentar TPM: paciência
Para viagem longa: Dramin
Para alisar o cabelo: chapinha
Para trazer à tona: cerveja
Para ser feliz: amigos
Para fazer comida: microondas
Para guardar os melhores momentos: câmera fotográfica
Para beber tequila: sal e limão
Para sonhar fazer compras em NY: melhores amigas
Para o pneu furado: seguro
Para esquecer: vodka
Para lembrar: post it
Para dar risada: fotos antigas
Para chorar: aquele filme
Para reunir as amigas: fondue de chocolate
Para curar resfriado: chá da mamãe
Para sentir-se bonita: roupa nova
Para uma boa noite de sono: edredom
Para lidar melhor com os problemas: terapia
Para todas as coisas: Mastercard
Para você o que você gosta
DIARIAMENTE
Para esquentar o pé: namorado
Para agüentar TPM: paciência
Para viagem longa: Dramin
Para alisar o cabelo: chapinha
Para trazer à tona: cerveja
Para ser feliz: amigos
Para fazer comida: microondas
Para guardar os melhores momentos: câmera fotográfica
Para beber tequila: sal e limão
Para sonhar fazer compras em NY: melhores amigas
Para o pneu furado: seguro
Para esquecer: vodka
Para lembrar: post it
Para dar risada: fotos antigas
Para chorar: aquele filme
Para reunir as amigas: fondue de chocolate
Para curar resfriado: chá da mamãe
Para sentir-se bonita: roupa nova
Para uma boa noite de sono: edredom
Para lidar melhor com os problemas: terapia
Para todas as coisas: Mastercard
Para você o que você gosta
DIARIAMENTE
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Estudos reflexivos

Depois de 10 dias estudando coisas chatas de recursos humanos, hoje tirei o dia para descansar! Não literalmente... Hoje escolhi 2 livros, dos 14 da bibliografia de um concurso, que não falam de recrutamento, seleção, treinamento, planejamento estratégico, etc. O primeiro, “Aconselhamento Psicológico” de Ruth Sheeeffer, me fez compreender melhor Carl Rogers...sujeito bacana, cheio de boas intenções...rsrs Em algumas horas eu aprendi alguma coisa, de fato, sobre aconselhamento psicológico...o que eu deveria ter aprendido com aquele professor de boina...e ainda tive tempo para pensar no meu próprio “método” de aconselhamento! O segundo livro “Construindo a relação de ajuda” é daqueles que vc lê em uma sentada...ainda não terminei de ler...cheguei num ponto que comecei a refletir sobre algumas questões...viajei...O formato do livro é bem interessante... depois de cada item, ou capitulo...sempre tem um desenho e uma citação, que procuram refletir sobre as idéias discutidas. No tópico “Respondendo ao sentimento” na página 160, encontrei essa: “(...) Minhas emoções são a chave para a minha pessoa. Quando lhe dou essa chave, você pode entrar e compartilhar comigo o que tenho de mais precioso para lhe oferecer: eu mesmo” (John Powell). Pensei: essa sou eu! Eu sou assim: trancada a 7 chaves!!! Isso talvez seja um defeito... Só pessoas muito especiais recebem essas chaves...algumas pessoas se decepcionam com o conteúdo, umas acham legal, outras só observam...algumas observam, franzem a testa mas compreendem e algumas até aceitam...Isso explica porque poucas pessoas permanecem...as outras só estão mesmo de passagem... e a vida é assim mesmo!!! Feita de encontros ,desencontros e reencontros... E no final do dia até senti um pouquinho de culpa...com todas essas reflexões nem parecia que eu estava estudando pra concurso! Ontem eu estava cansada...hoje minha mente agradeceu pelo cuidado que tive com ela...e amanhã é outro dia!
domingo, 7 de setembro de 2008
Everybody lies

Sempre gostei de assistir seriados e ultimamente a minha diversão tem sido assistir HOUSE. Embora seu comportamento possa ser taxado como anti-social, House é um médico competente cuja maneira nada convencional de pensar e instintos certeiros permitem que ele seja respeitado por todos. No primeiro episódio é apresentado um dos lemas do Dr. House: “ Everybody lies”. Durante todos os episódios House tenta provar para a sua equipe que sua regra não tem exceção. Mas somente no 10 episódio da quarta temporada House faz um reflexão sobre isso...achei muito legal pois até então a regra não tinha explicação... Mentiras inofensivas: são mentiras que dizemos as outras pessoas para que se sintam bem. Racionalizações: são mentiras que dizemos a nós mesmos para nos sentirmos melhor. Mentimos para nós mesmos, mentimos para os outros.Para ele há uma razão para todo mundo mentir: funciona! A mentira permite que a sociedade funcione. É o que separa o homem do animal. A mentira é ferramenta para o bem. E compara: mentiras são como crianças. Dão trabalho mas valem a pena,porque o futuro depende delas. House acha que quando você se importa com uma pessoa...você mente para ela. “Você finge que as reflexões ponderadas dela são interessantes” Você diz a ela que não está perdendo seu belo visual juvenil ou envelhecendo” Como se para agradar alguém tivéssemos que mentir... Mentir significa “inventar” uma verdade que não existe, e não “relatar” a verdade como ela é... Eu também acho que mentir tem sua funcionalidade... mentimos porque temos medo de ter nossa própria opinião...temos medo de não sermos aceitos... temos medo de não conseguirmos suprir as expectativas do outro, temos medo de magoar o outro... temos medo de sermos nós mesmos... enfim...cada um tem sua "justificativa". Olhando por este lado: “Everybody lies”. E House estaria mais uma vez certo! Mentira parece coisa muito errada...mas as pessoas fazem isso todo tempo... Não estou defendendo a mentira...de forma alguma...estou apenas concordando que mentir na maioria das vezes funciona...é por isso que ela está em todos os lugares...
“ Se vc não sabe mentir também não sabe qnd estão mentindo pra vc”. Think about!
.
“ Se vc não sabe mentir também não sabe qnd estão mentindo pra vc”. Think about!
.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Para sempre...
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Artista

"Todo artista molha seu pincel em sua própria alma, e pinta sua própria essência em seus quadros".
Acho mesmo que somos grandes artistas... Artistas que pintam quadros, que pintam a vida. A tela em branco é o inicio da nossa história... pintamos os primeiros borrões, ainda sem jeito, sem saber manusear o pincel...as cores ainda nos são dadas...pois não sabemos discriminar o azul do verde, do vermelho, do preto...Com o tempo já conseguimos dizer que o verde agrada mais que o azul, ou que o vermelho combina mais com o preto. Mas ai vem o outro e diz que falta mais amarelo no seu quadro... e que o verde nada combina com aquela pintura. E muitas vezes pintamos um quadro que não nos agrada, simplesmente para agradar o outro. E ficamos ali, a admirar aquela pintura horrível!!! Com o tempo percebemos que isso não vale a pena... que o quadro é "seu"... e você pode pintar como quiser. Mas como jogar fora essa tela e pintar outro quadro? Não podemos jogar fora a nossa história! Não precisamos jogar fora, podemos guardá-lo com carinho... E assim poderemos começar a pintar um novo quadro, com a nossa cara! Um quadro que tenha a nossa própria essência... E isso é tarefa árdua... Pintar um quadro só seu, do seu jeito, pode parecer egoísmo... dizer para o outro que a opinião dele é diferente da sua, que o jeito que ele pinta não te agrada, que as técnicas que ele utiliza são diferentes das suas... Dizer isso sem ser agressivo, e sem magoar o outro... é mesmo muito difícil. E se vamos gostar do resultado final, teremos que pintar para ver!Eu já pintei e reformei vários quadros em minha vida...errando...acertando...errando...para poder acertar novamente.O meu último quadro está na parede... e ultimamente tenho olhado para ele diferente... a pintura tem me desagradado... É... tragam mais tinta!!!!
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Palavras ainda não ditas...

Nas últimas semanas tenho me sentido estranha... engasgada com alguns últimos acontecimentos...estaria eu no meu inferno astral? A terapia é (está sendo), há quase 4 anos, a melhor maneira de refletir sobre tudo...mas nesse turbilhão de coisas acontecendo a todo momento, eu diria, são só 50 minutos!!! 50 minutos para “selecionar” os fatos mais ‘marcantes’ da sua semana... e ainda ter algumas intervenções do seu terapeuta (pq ele não é psicanalista!ufa!). Então criei esse blog! Eu, uma pessoa que não se expõe, sentindo a necessidade de se expor! Expor algumas palavras ainda não ditas...Não sei se isso vai funcionar, e até quando vai funcionar... o importante é que eu tenho me permitido quebrar algumas regras... E as conseqüências disso... ah! As conseqüências....
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